Assassino confessa execução brutal de estudante de Direito e diz que amarrou vítima após primeira facada
O jovem José Carlos Gomes de Souza, de 20 anos, preso pelo assassinato da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, revelou detalhes chocantes sobre o crime ocorrido em Tangará da Serra, no Mato Grosso. Em depoimento à Polícia Civil, ele confessou que amarrou a vítima após o primeiro golpe de faca e afirmou ter agido por “vingança”.
Segundo as investigações, Valéria foi encontrada morta dentro da quitinete onde morava, com mãos e pés amarrados, rosto coberto e dezenas de perfurações provocadas por faca. O corpo foi localizado após familiares estranharem a falta de contato com a jovem.
Durante o interrogatório, o suspeito contou que conheceu a estudante por meio de uma plataforma de acompanhantes e que os dois mantinham encontros havia cerca de dois meses. Conforme o depoimento, ele teria invadido a residência da vítima durante a madrugada utilizando uma lixeira para escalar o muro da casa.
José Carlos relatou ainda que tentou enforcar Valéria usando o cabo de uma chapinha de cabelo antes de atacá-la com uma faca. Após a primeira facada, ele amarrou os pés e as mãos da estudante e continuou as agressões. Em depoimento, o criminoso afirmou que a vítima implorava para não morrer.
A Polícia Civil informou que o suspeito desferiu mais de 30 golpes contra a vítima, sendo a maioria na região do pescoço. Ele também foi autuado pelos crimes de feminicídio, estupro e roubo.
De acordo com as investigações, o acusado permaneceu dentro da residência por várias horas após o assassinato para evitar ser visto por testemunhas. Alguns objetos da vítima, como celular, tablet e bicicleta, foram levados do local.
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. Na decisão, o magistrado destacou a extrema violência do crime, citando “raiva e vingança” como motivação apontada pelo próprio suspeito. 